Ano Litúrgico

Escrito em 07/12/2021
Pe. Leandro Couto

Com o primeiro domingo do advento iniciamos na Igreja um novo ano litúrgico. A cada primeiro domingo do Advento a Santa Igreja muda o seu Ano Litúrgico, diferentemente do ano civil que é numeral e a cada ano vai somando mais anos, o ano litúrgico dominical é trienal, e distinto pelas letras A, B e C. O ano litúrgico termina com a Solenidade de Cristo Rei e o novo ano litúrgico se inicia no primeiro domingo após a solenidade de Cristo Rei do Universo.

O Ano litúrgico da Igreja, de doze meses, é dividido em tempos litúrgicos, onde se celebram os mistérios de Cristo, assim como os Santos. O Ano Litúrgico tem três ciclos, anos A, B e C, que se repetem. Cada ano tem uma sequência de leituras próprias. Assim, a organização das leituras próprias para cada ano dá, ao católico, a possibilidade de estudar toda a Bíblia, em suas partes mais importantes, tanto do Antigo como do Novo Testamento, desde que participe de todas as Missas diárias ou estude a Liturgia Diária nesse período de três anos. Mesmo quem só participa das Missas aos domingos, ao longo dos três anos do Ciclo litúrgico, pode meditar os principais textos bíblicos, que alimentam a fé e renovam no coração a certeza da Salvação.

Cada Ano Litúrgico dominical é dedicado a um evangelista sinótico, Mateus (a), Marcos (b) ou Lucas (c) e João aparece nos dias de festa e solenidades, e, principalmente no Tempo Pascal. Para que a cada ano tenhamos a experiência de acompanhar o ponto de vista de cada evangelista a respeito do conhecimento que tinham de Jesus. A cada Ano Litúrgico podemos acompanhar a teologia de cada evangelista e a maneira que eles transmitem a mensagem a respeito de Jesus.

O Ano Litúrgico começa com o tempo do Advento, quatros semanas antes do Natal, e termina com a Solenidade de Cristo Rei, no último domingo do Ano Litúrgico, no mês civil de novembro. A Igreja quer que as leituras bíblicas da liturgia dominical voltem a ser lidas novamente após três anos. No Ano A, lemos o Evangelho de São Mateus; no Ano B, o Evangelho de São Marcos; e no Ano C, o Evangelho de São Lucas. O Evangelho de São João é reservado para ocasiões especiais, principalmente festas e solenidades.

O Ano litúrgico da Igreja, de doze meses, é dividido em tempos litúrgicos, onde se celebram os mistérios de Cristo, assim como os Santos. O Ano Litúrgico tem três ciclos, anos A, B e C, que se repetem. Cada ano tem uma sequência de leituras próprias. Assim, a organização das leituras próprias para cada ano dá, ao católico, a possibilidade de estudar toda a Bíblia, em suas partes mais importantes, tanto do Antigo como do Novo Testamento, desde que participe de todas as Missas diárias ou estude a Liturgia Diária nesse período de três anos. Mesmo quem só participa das Missas aos domingos, ao longo dos três anos do Ciclo litúrgico, pode meditar os principais textos bíblicos, que alimentam a fé e renovam no coração a certeza da Salvação.

Cada Ano Litúrgico começa com o tempo do Advento, quatros semanas antes do Natal, e termina com a Solenidade de Cristo Rei, no último domingo do Ano Litúrgico, no mês civil de novembro. A Igreja quer que as leituras bíblicas da liturgia dominical voltem a ser lidas novamente após três anos. No Ano A, lemos o Evangelho de São Mateus; no Ano B, o Evangelho de São Marcos; e no Ano C, o Evangelho de São Lucas. O Evangelho de São João é reservado para ocasiões especiais, principalmente festas e solenidades.

Seguindo esse Ciclo dos três anos Litúrgicos A, B e C, consegue-se ter uma grande visão de toda a Bíblia. Assim, nas celebrações dominicais são proclamados textos que falam do anúncio do Messias, da encarnação, da Sua vida pública (missão), do anúncio do Reino, dos sinais que Jesus realizou, do chamado dos discípulos etc., até culminar com Sua morte e ressurreição e, assim, se chegar à esperança da construção do Reino de Deus: a Parusia, com a solenidade de Cristo Rei do Universo.

O Ano Civil começa em 1º de Janeiro e termina em 31 de Dezembro. Já o Ano Litúrgico começa no 1º Domingo do Advento (cerca de quatro semanas antes do Natal) e termina no sábado anterior a ele. É bom saber que, o Ano litúrgico da Igreja tem também leituras bíblicas apropriadas para as celebrações de cada santo em particular. São as 15 solenidades e 25 festas, com leituras obrigatórias; as 64 memórias obrigatórias e 96 memórias facultativas, com leituras opcionais. O Calendário apresenta também 44 leituras referentes à ressurreição de Jesus Cristo, além de diversas leituras para os Santos, Doutores da Igreja, Mártires, Virgens, Pastores e Nossa Senhora.

O Ano Litúrgico é cíclico e por isso o ano litúrgico é dividido em: Tempo do Advento, Tempo do Natal, Tempo da Quaresma, Tempo da Páscoa e Tempo Comum. Divide-se assim para animar a vida da Igreja e dar um sentido para as celebrações de cada tempo.

O Tempo Comum, contudo, é dividido em duas partes, a primeira parte se inicia logo após a festa do batismo de Jesus, pois Ele, a partir desse momento, inicia a sua vida pública até o início da quaresma. A segunda parte acontece após a Solenidade de Pentecostes e vai até o Tempo do Advento. O Tempo Comum é um tempo de esperança e de escuta fiel da Palavra do Senhor, por isso a cor predominante é a verde, que é a cor da esperança. O Tempo Comum estimula o fiel a ser sal na terra e luz no mundo e construir aqui na terra o Reino de Deus.

O Ano Litúrgico é assim divido para que em cada Tempo possamos viver uma espiritualidade diferente. No Advento vivemos a expectativa da vinda do Messias, do nascimento do Salvador, e preparamos o nosso coração através da oração e ficamos vigilantes aguardando o Natal. O Natal é um tempo de alegria, a Igreja se veste de branco e a partir do nascimento de Jesus na manjedoura, um mistério nos liga a outro, ou seja, o nascimento nos prepara para aquilo que celebraremos na Páscoa. Em seguida celebramos a primeira parte do Tempo Comum e somos convidados a sair em missão com Jesus e construir o Reino de Deus aqui na terra.

A partir da quarta-feira de cinzas entramos no Tempo da Quaresma e somos convidados a entrar em clima de penitência, oração e jejum. Fazer uma boa confissão, uma revisão de vida, e somos convidados a mudar de vida e ressuscitar com Cristo para uma vida nova. E assim, ao celebrarmos o Tempo da Páscoa a Igreja se reveste de inteira alegria, festejando a vida que venceu a morte e todos os fiéis que foram lavados pela água do batismo. E por fim, após Pentecostes volta o Tempo Comum e somos impulsionados pelo Espírito Santo a sair em missão e anunciar a boa nova. Junto com esse esquema litúrgico acompanha também as cores litúrgicas e os cânticos próprios da época.

O Ano Litúrgico nos ajuda a lembrar que Cristo deve ser o “centro” das nossas vidas e conduz a nossa vida, de nossa família, do nosso trabalho. Por isso a missa não é uma repetição, a cada ano muda o conteúdo das leituras e a cada tempo litúrgico celebrado envolve-se por um mistério, e tem uma essência que nunca muda que é a Eucaristia.

Neste ano como já dissemos o centro da reflexão da liturgia dominical deste ano A que agora iniciamos é a partir do Evangelho de Marcos, que vai embasar os seus textos na divindade de Jesus. Marcos nos apresentará muitos milagres operados por Jesus, a partir do próprio questionamento de Jesus “Quem sou eu?” (8,28). Percebe-se aqui o porquê a messianidade de Cristo ainda não devia ser divulgada. Depois os discípulos têm a imagem do Messias terreno e depois finalmente compreendem a missão de Jesus que não era deste mundo.

O Tempo Comum como num todo, é composto de 34 semanas e nos apresenta Jesus num caminho de subida a Jerusalém para sofrer a paixão e durante essas 34 semanas ele nos mostra qual o caminho que devemos seguir para construir o Reino de Deus aqui na terra. Um Reino que se inicia aqui e que vamos vivenciá-lo de maneira definitiva no céu. Esse Reino é diferente do que era exercido no tempo de Jesus, é um Reino de amor e de paz e que pregava a inclusão de todas as pessoas.

Nos próximos artigos iremos refletir mais sobre as peculiaridades do Ano Litúrgico.

Fonte: Formação Canção Nova e CNBB